Zonas de frequência cardíaca na corrida: guia prático
O que são as cinco zonas de FC, como calcular as suas sem fórmulas genéricas, e como usá-las para treinar leve de verdade e forte na hora certa.
Para que servem as zonas
Zonas de frequência cardíaca são faixas de batimentos que correspondem a intensidades diferentes de esforço. Elas resolvem um problema prático: o pace engana. Em dia de calor, subida ou cansaço, o mesmo pace exige muito mais do corpo — e a frequência cardíaca mostra isso na hora. Treinar por zona é treinar pelo esforço real, não pelo número do relógio.
As cinco zonas
Zona 1 (50–60% da FC máxima): muito leve, regenerativo e aquecimento. Zona 2 (60–70%): leve, conversacional — é onde a maior parte do volume deveria ficar. Zona 3 (70–80%): moderado, a "zona cinzenta" em que muita gente treina sem querer. Zona 4 (80–90%): limiar, o ritmo do tempo run. Zona 5 (90–100%): máximo, o ritmo dos intervalados curtos.
Uma semana bem distribuída tem 75 a 80% do tempo nas zonas 1 e 2, quase nada na zona 3, e 15 a 20% nas zonas 4 e 5. Se o seu relógio mostra a maior parte do tempo na zona 3, você está correndo os leves rápido demais.
Como descobrir a sua FC máxima
A fórmula "220 menos a idade" erra em até 15 batimentos para muita gente — o suficiente para colocar suas zonas no lugar errado. Melhor: use a FC mais alta que você já viu no relógio em um final de prova ou intervalado forte, ou faça um teste simples depois de aquecer bem: 3 × 2 minutos em subida, forte, com trote de descida; a FC máxima aparece no fim da última repetição. Faça isso apenas se estiver saudável e habituado a treinos fortes.
Uma alternativa mais precisa para a zona 2 é o teste de conversa: o ponto em que falar uma frase inteira começa a ficar difícil marca o limite superior da zona 2. Anote a FC nesse momento e use-a como teto dos seus treinos leves.
Limitações e cuidados
A FC demora um ou dois minutos para responder a uma mudança de ritmo, então não serve para controlar intervalados curtos — para esses, use o pace. Ela sobe com calor, desidratação, cafeína, sono ruim e estresse; um leve com FC mais alta que o normal é informação, não erro. Sensores de pulso erram em dias frios ou com a pulseira frouxa; cinta torácica é mais confiável.
E o mais importante: as zonas são uma ferramenta, não uma obrigação. Quem não corre com monitor pode treinar muito bem pelo esforço percebido — as duas escalas dizem quase a mesma coisa.
Como a PaceOn ajuda
Cada treino do plano mostra a zona de FC-alvo ao lado da faixa de pace e do esforço, para você escolher a referência que faz sentido no dia. Ao importar uma atividade com frequência cardíaca, o sistema compara a zona média com o objetivo do treino e comenta — um leve feito na zona 3 aparece como alerta, com a explicação.
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